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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Recortes do trabalho de campo com a capoeira na Polônia

Em 2007 cooperei na edição na Polônia, através da Fundação Rodowo, de um pequena publicação resultado de dois encontros de capoeira realizados no ano de 2006 e 2007 por aquela fundação situada na região da Masúria. A publicação levava o nome dado ao segundo encontro, Roda das Nações, contou com pequenos artigos e uma breve descrição dos grupos participantes. Desde aquele período passei a visitar os grupos na Polônia e interessar me em compreender como a capoeira teria chegado por lá  e como os poloneses dela se apropriaram. Retornei várias vezes a Polônia  e ao visitar os grupos senti a necessidade de realizar uma pesquisa mais sistemática, com entrevistas e observações que permitiriam perceber melhor o desenrolar da capoeira naquele recanto do leste europeu.
A capoeira na Polônia inicia por volta de 1994 quando Adam Faba, conhecido na capoeira como professor Sem Memória, retornou de um período de seis meses na Holanda, onde teve algumas classes com Mestre Marreta. Praticante de karatê por dez anos, porém encantado com arte afro-brasileira, resolveu iniciar as primeiras classes de capoeira numa das cidades da região Silésia, no sul da Polônia. Segundo o professor Adam, o pioneiro da capoeira na Polônia, os dois maiores grupos do país, UNICAR liderado por ele e Camangula comandado por um ex aluno seu, contam com mais de mil praticantes cada e podem ser encontrados em todas as regiões do país. Foi entretanto na década de noventa, como em quase toda Europa, que a capoeira abriu caminho na Polônia com um crescimento exponencial de grupos.

Apesar de frequentar com assiduidade as aulas e rodas do professor Adam, foi junto ao instrutor chocolate do grupo capoeiragem que encontrei caminho aberto para participar com maior inserção nas atividades, intervier e interagir com o conjunto dos seus alunos. Durante as férias escolares de inverno, cujas temperaturas chegaram nesse ano a menos vinte graus, o grupo Capoeiragem realizou um pequeno campo de férias intitulado Férias com capoeira, durante uma semana. Nesse período foi possível entrevista-lo, conhecer um pouco da sua história, interagir com os alunos e tomar parte da oficina ministrando aulas e bate papos sobre a história da capoeira.

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