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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mandinga for export: a malandragem da capoeira como capital simbólico na era global










Mandinga for export: a malandragem da capoeira como capital simbólico na era global
Ricardo nascimento / Doutorando em antropologia FCSH – UNL

Trata-se de uma apresentação a ser realizada na conferência: As mudanças na capoeira no século XXI que irá realizar-se na Universidade de Lisboa.
A mandinga é um atributo mágico - simbólico, materializado através das bolsas de mandinga, possivelmente proveniente dos negros mandingas, antigos habitantes do vale do Niger, no reino do Malí, que por conta do tráfego de escravos no atlântico negro foi transportada para outras partes do mundo. As bolsas de mandinga eram comercializadas pelos escravos para fins de guarnição espiritual, entre outras crenças e logo incorporou-se a capoeira como amuleto de proteção, tendo alterado o seu significado para designar o capoeirista malicioso e astuto, o mandingueiro. Este trabalho tenciona dar conta das diferentes designações da mandinga no campo do sagrado e das suas formas de apropriação pelos praticantes de capoeira. Tenciona ainda verificar como a temática da mandinga na capoeira foi tratada nos filmes e serviu de publicidade para exportar a capoeira, em particular a mandinga, como produto comercial para o mundo e como capital simbólico para os praticantes. Para esta finalidade foram analisados os documentários Mandinga em Manhattan e Mestre Leopoldina: a fina flor da malandragem.

Palavras-chave: mandinga, capital simbólico, capoeira, consumo

1 comentário:

Mariana Marchesi disse...

Oi Ricardo! Gostaria de ter acesso à sua apresentação depois, se possível.

Abs!

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